Pega outra rua.
Mesmo sem saber
onde ela vai dar.
Entra.
Senta.
Olha em volta.
Por alguns minutos
ninguém ali
sabe quem você é.
Outro lugar.
Outro cheiro.
Uma voz
que você nunca ouviu.
Um rosto novo
do outro lado da mesa.
E de repente
o dia que parecia igual
não é.
Não precisa ir longe.
Às vezes
dois quarteirões bastam.
Tem mundo demais
pra voltar
sempre pelo mesmo caminho.
VAI!
AINDA DÁ!
Tem mundo demais
pra ficar no mesmo lugar!
VAI!
AINDA DÁ!
Com pouco no bolso
ainda cabe um dia inteiro!
Eu não sei
onde isso vai dar.
E hoje...
eu quero ir!
Uma conversa
que não estava marcada.
Uma música
vindo de algum lugar.
Você ri
sem perceber.
Guarda um nome.
Uma esquina.
Um lugar
que ontem
não significava nada.
Agora significa.
Talvez amanhã
você nem volte.
Talvez aquilo
não mude sua vida.
Mas mudou
alguma coisa hoje.
E hoje
já estava precisando.
VAI!
AINDA DÁ!
Tem mundo demais
pra ficar no mesmo lugar!
VAI!
AINDA DÁ!
Com pouco no bolso
ainda cabe um dia inteiro!
Eu não sei
onde isso vai dar.
E hoje...
eu quero ir!
VAI!
AINDA DÁ!
VAI!
AINDA DÁ!
Eu tenho hoje!
Tenho pouco!
MAS TENHO HOJE!
Não vou esperar
ter tudo.
Não vou esperar
ter certeza.
Se existe uma porta aberta...
EU VOU!
Passei tempo demais
esperando.
Mais dinheiro.
Mais tempo.
Mais coragem.
Como se a vida
precisasse começar
só depois.
Depois de quê?
Eu tenho hoje.
Tenho pouco.
Mas tenho hoje.
VAI!
AINDA DÁ!
Tem mundo demais
pra ficar no mesmo lugar!
VAI!
AINDA DÁ!
Com pouco no bolso
ainda cabe um dia inteiro!
VAI!
AINDA DÁ!
Eu não sei
onde isso vai dar!
Nem quero saber!
HOJE EU QUERO IR!
VAI!
AINDA DÁ!
VAI!
AINDA DÁ!
Tem mundo demais
pra ficar no mesmo lugar!
VAI!
AINDA DÁ!
AINDA DÁ!
Ainda dá.
Amanhã
eu posso voltar
para o mesmo lugar.
Mas alguma coisa
volta diferente comigo.